A Jornada de Nefertari até a vida após a morte

Luxor é hoje uma cidade movimentada de mais de 150.000 pessoas. Mesmo desde a antiguidade, ela tem sido uma cidade turística, recebendo visitas de todas as partes, como Roma e a Grécia antiga, atraídas pelos túmulos e monumentos próximos.

Acima, uma reconstrução 3D da tumba de Nefertari.

Viajando pelo Nilo, é possível visitar a área que veio a ser conhecida como o maior museu ao ar livre do mundo. 

Nefertari veio de Luxor quando era a capital espiritual do antigo Egito. Ela foi considerada uma das mulheres mais bonitas da história e foi casada com o poderoso faraó Ramsés II. Seu nome significa “A adorável” e 3.000 anos depois, ela ainda inspira essa adoração em muita gente.

É possível ver representações da rainha em diversas partes das ruínas: Estátuas, pinturas, manuscritos, entalhes, materiais diversos contam a história da sua jornada. Para descobrir como era sua aparência, por exemplo, é necessário visitar seu túmulo, que fica localizado no Vale das Rainhas. 

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Um dos caminhos mostrando imagens de Deus egípcios como Seti e Osiris.

No túmulo de Nefertari estão algumas das pinturas murais mais bem preservadas já descobertas no Egito. As imagens contam a história da jornada da rainha após a morte – para o submundo e depois para seu renascimento. Acompanhe um pouco da sua jornada com as imagens abaixo:

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Esta parede, logo no início da tumba, nos conta o começo da passagem de Nefertari pelos portões descritos no Capítulo 144 do Livro dos Mortos.

As pinturas da rainha mostram um lindo rosto, calmo na morte. As cores ainda parecem frescas hoje, pela vibração da cor usada. As figuras desenhadas no estilo da época, com rostos vistos de perfil, aparecem como uma das características mais marcantes da arte egípcia.

O porteiro do quinto portão é uma figura estranha de uma criança nua com uma cabeça malformada. Ao contrário dos outros guardiões, ele não segura uma faca nos joelhos, mas segura duas (uma em cada mão) em cima de seu peito.

As paredes orientais retratam o capítulo 146 do Livro dos Mortos. Esta é a passagem de Nefertari através dos vinte e um portões (cada um guardado por um único guardião) no domínio de Osíris. Cada um dos portões é representado da mesma forma, um simples batente de porta com um friso de Ureu (adorno em forma de serpente). Dentro de cada um deles está o guardião, sentado em um estrado, segurando uma faca nos joelhos.

Néftis, Deusa protetora que simboliza a experiência da morte, segue Hórus, o Deus dos céus, dos vivos e da guerra.

Anubis guiando um escolhido para renascer, dividindo um Ankh (símbolo da vida eterna) com ele.

 

Aqui Nefertari segura dois jarros nemset e oferece comidas, vegetais, frutas e cortes de carne para Hathor. A Deusa também segura um Ankh.

 

Um zoom out da pintura acima, com 3 Deusas prontas para receber as oferendas da Rainha: Hathor, Néftis e Ma’at.

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Na última câmara, Nefertari recebe um Ankh de Hathor.

Na história, a rainha teria renascido e ascendido aos céus. Olhando para cima, No céu do Nilo, ela via as estrelas do cosmos, os céus para os quais ela esperava retornar. A tumba de Nefertari atravessa o tempo para nos dar essa visão maravilhosa sobre a fabulosa arte e crenças do antigo Egito.

Fonte: ABC Education, Osiris Net

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