A lenda do Brontossauro: o dino que não existiu

Com certeza você já ouviu falar dessa espécie, que é praticamente sinônimo de dinossauro. Mas a “descoberta” dela foi só uma confusão com fósseis de outro dino.

Quem nunca ouviu falar do magnânimo brontossauro? O nome é praticamente sinônimo de dinossauro e representa um dos tipos mais conhecidos dessas criaturas – aqueles gigantes herbívoros que andavam sobre quatro patas, conhecidos entre os entendidos como saurópodes.

É um certo choque, portanto, descobrir que o brontossauro nunca existiu. Ou melhor, existiu, mas na verdade era outra espécie. O caso é um ótimo exemplo do frenesi que tomou conta dos pesquisadores de fósseis no final do século 19. Em 1877, o paleontólogo americano Othniel Charles Marsh, da Universidade Yale, estava ocupado estudando muitos exemplares de saurópodes encontrados em cidades do oeste dos Estados Unidos. Os fósseis eram novos e estavam em boas condições, mas muitas vezes vinham incompletos. Entre eles, Marsh descreveu um que ganhou o nome de apatossauro.

Dois anos depois, outro fóssil cruzou seu caminho, dessa vez mais completo, e Marsh batizou de brontossauro. Com a incrível dinomania que as descobertas estavam produzindo na época, o nome logo se tornou popular – muito mais conhecido que o apatossauro, descrito antes, mas com menos ossos conhecidos.

Para ficar tudo ainda mais estranho, o brontossauro de Marsh não tinha cabeça, o que fez o paleontólogo tentar imaginar qual seria a forma do crânio da gigantesca criatura. Ele especulou que fosse similar ao de um camarassauro e, para efeito de exposição, o esqueleto do brontossauro ganhou uma cabeça desse outro colega.

Contudo, os anos se passaram e no começo do século 20 os pesquisadores começaram a notar que brontossauro e apatossauro eram na verdade a mesmíssima espécie. Em casos assim, a regra é clara: prevalece o nome mais antigo. Apatossauro, portanto.

Claro, a popularidade impediu que o termo “brontossauro” desaparecesse por completo, embora tenha caído em desuso entre os cientistas. Mas a saga não terminaria aí.

Em 1978, David Berman, do Museu Carnegie, nos Estados Unidos, fez uma análise dos fósseis conhecidos e concluiu que um dos crânios encontrado em Utah, em 1910, era a cabeça verdadeira do apatossauro – muito mais parecida com a do diplodoco do que com a do camarassauro. Resultado: museus de todo o mundo fizeram um “transplante” de cabeça nas reconstituições de esqueletos que têm expostos.

Dá uma olhada na real descrição do nosso amigo “bronto”:

FICHA TÉCNICA
Espécie: Apatossauro
Época: 150 milhões de anos atrás
Onde: Estados Unidos
Habitat: florestas
Tamanho: 23 metros (comprimento)
Dieta: plantas

O apatossauro era mais pesado e um pouco menor que seus parentes, com pernas mais grossas para sustentar seu peso, estimado em 18 toneladas. Especula-se que ele derrubasse árvores para se alimentar, em vez de se esticar para comer as folhas mais altas.

E pronto, mistério resolvido.

Fonte: Superinteressante

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