Lagosta brilhante

A lagosta pode sofrer de uma condição genética rara chamada leucismo, que semelhante ao albinismo, causa severas alterações na coloração do animal.

A lagosta

Uma lagosta “transparente” foi encontrada na costa do estado do Maine, nordeste dos Estados Unidos. Capturado pelo pescador Alex Todd, o animal exibe sua aparência translúcida em uma fotografia divulgada pela Associação de Pescadores da Costa do Maine.

Com a carapaça de aspecto azul claro e brilhoso, a lagosta é translúcida e, de acordo com a associação, deve portar uma condição genética chamada leucismo.

Diferentemente do albinismo, ela causa perda parcial da pigmentação do animal. Por isso, os reflexos azulados ainda podem ser observados ao longo do corpo do crustáceo.

A coloração de tais animais é definida, segundo a mesma associação, por uma mistura de pigmentos proteicos amarelos, azuis e vermelhos. Em alguns casos, certas mutações podem conferir uma carapaça completamente azul, amarela ou vermelha, além de outras combinações inesperadas.

leucismo ( do grego λευκός – leucos) que significa “branco”, é uma particularidade genética, devido a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais que geralmente são coloridos. O resultado normalmente são regiões corpóreas de coloração branca, em maior ou menor extensão, onde naturalmente deveria ocorrer alguma pigmentação. Ao contrário do albinismo, que é a ausência completa de melanina, o leucismo pode envolver outros tipos de pigmento.

Indivíduos irregularmente manchados de branco são também comumente chamados de “arlequim”, como no caso da raça de cães Dogue Alemão.

Mesmo indivíduos leucísticos completamente brancos podem ser diferenciados de indivíduos albinos através de algumas características: a cor do olho no primeiro é normal, enquanto no albino os olhos são vermelhos; os leucísticos também podem possuir pequenas pigmentações nas narinas e outras partes, distribuídas discretamente. Muitos animais leucísticos também não são realmente “brancos”, e sim extremamente claros, como bege, a exemplo do leão “branco”. A diferença visual essencial entre leucismo e albinismo, é que no leucismo geralmente os animais conservam a coloração original que seria a normal dos olhos e narinas, por exemplo. Além disso, os animais leucísticos não possuem todos os problemas comumente associados aos animais albinos.

De volta aos mares

O morador da Ilha de Chebeague percebeu algo de diferente em uma das lagostas que pescou e decidiu fotografá-la. Seu contato com o animal, porém, parou por aí. Com uma marca específica em sua cauda, o crustáceo era uma fêmea em período gestacional – animais proibidos de serem caçados na região – e por isso, ela foi solta de volta na natureza.

Fonte: Último Segundo – IG

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