Qual a diferença entre o psicopata e o sociopata?

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Em suma, nenhuma! Os dois termos são sinônimos para um tipo específico de transtorno de personalidade. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), o termo oficial para designar um psicopata ou sociopata é personalidade dissocial ou antissocial. “A psicopatia é um termo muito confuso historicamente, sendo que, hoje, se refere a apenas um dos oito transtornos de personalidade existentes”, diz o psiquiatra forense Daniel Martins de Barros, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ou seja, a associação que, em geral, fazemos do termo psicopata com um assassino frio, como um serial killer, é muito mais um mau uso do termo do que sua descrição médica.

Segundo os especialistas, até 3% da população mundial é composta de psicopatas, sendo que eles reincidem na criminalidade três vezes mais que bandidos comuns.

Apesar dessas semelhanças, no entanto, existem algumas diferenças entre a sociopatia e psicopatia:

1. Os psicopatas não têm uma consciência

Esta é sem dúvida a principal diferença entre psicopatas e sociopatas. Enquanto os sociopatas são capazes de sentir remorso e culpa, traços psicopáticos incluem a falta de empatia e falta de culpa e remorso.

2. Os psicopatas são manipuladores e calculistas

Com seu charme e carisma, psicopatas podem ser extremamente manipuladores e calculistas. Eles são muito bons em manter o controle emocional e físico, de modo a organizar o seu comportamento. Sociopatas, por outro lado, são menos organizados e são mais propensos a cometer crimes espontaneamente.

3. Os sociopatas são capazes de formar relacionamentos com os outros

Já que sociopatas são capazes de sentir remorso, eles também são capazes de formar ligações emocionais profundas, como com amigos e familiares. Psicopatas não são capazes de fazer isso por causa de sua falta de empatia.

4. O cérebro de um psicopata é diferente do cérebro de outras pessoas

Curiosamente, o cérebro de um psicopata é diferente do de outras pessoas. Numa tomografia do cérebro, o córtex pré-frontal (a parte frontal do cérebro), que é responsável pela tomada de decisão, comportamento social e expressão da personalidade, e a amígdala (pequena área no meio), que é responsável pelas emoções, não se acendem na varredura do cérebro de um psicopata, o que significa que há pouca ou nenhuma atividade nessas regiões.

Isto significa que quando as pessoas sem o transtorno encontram violências, a frequência cardíaca aumenta e suas mãos começam a suar. Um psicopata tem uma reação oposta em que ele fica mais calmo. Isso ajuda psicopatas a se envolverem em comportamentos de risco, e às vezes criminosos, já que eles não temem consequências.

5. A psicopatia é uma forma mais grave da sociopatia

Em suma, a psicopatia é uma forma muito mais severa da sociopatia. Assim, pode-se dizer que todos os psicopatas são sociopatas, mas sociopatas não são necessariamente psicopatas.

PERSONALIDADES ATRAPALHADAS

Além da personalidade dissocial, existem outros distúrbios que podem afligir alguém. Assim, passamos a chamar as personalidades como as seguintes:

Ansioso

Imagine uma pessoa bem tensa e insegura, que parece estar sempre com medo de tudo. Essa é a personalidade do ansioso, pautada por um sentimento de apreensão, insegurança e inferioridade. A pessoa é supersensível a críticas e faz tudo para ser aceita. Tem dificuldade em se relacionar intimamente e evita atividades fora de sua rotina.

Paranoide

Sabe aquela pessoa que não suporta ser contrariada, não perdoa insultos, desconfia de tudo e tende a distorcer os fatos, interpretando as ações dos outros, mesmo que sejam boas ou inocentes, como hostis ou de desprezo? Esse é o típico paranoide. Em geral, também suspeita da fidelidade de seus companheiros. Mas não confunda com a paranoia, que é uma doença grave e não um tipo de distúrbio de personalidade.

Dependente

O tipo dependente tende a deixar que outras pessoas tomem qualquer decisão por ele. O cara tem medo de ser abandonado e se vê como uma pessoa fraca e incompetente. Além disso, é submisso à vontade alheia e tem dificuldade em lidar com mudanças ou novos desafios.

Histriônico

Também chamado de histérico ou psicoinfantil, este tipo quer ser sempre o centro das atenções. Tende a ser extremamente dramático, exibicionista e exigente. Para piorar, é inconstante sentimentalmente, instável, manipulador, egoísta e bastante superficial.

Esquizoide

Alguém com esse transtorno costuma ficar mais afastado dos outros, tendo poucos contatos sociais ou afetivos. Ele prefere atividades solitárias e a introspecção. Mas, assim como no caso da paranoia e da personalidade paranoide, o tipo esquizoide não tem nada a ver com a esquizofrenia.

Borderline

Agir de modo imprevisível, ter acessos de ira e ser incapaz de controlar o seu comportamento impulsivo são as características da galera com esse transtorno. O borderline também pode apresentar perturbações da autoimagem e tendência a adotar um comportamento autodestrutivo.

Obsessivo-compulsivo

Você provavelmente conhece um cara assim, que quer sempre tudo certinho, sendo perfeccionista ao extremo. Esse é o típico anancástico ou obsessivo-compulsivo. Em geral, é obstinado em fazer as coisas como acha que devem ser feitas, sem nenhuma flexibilidade. Essas características podem vir acompanhadas de impulsos repetitivos, mas não atinge a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Psicopatômetro

E como descobrir todas essas coisas? Os especialistas usam um teste específico para identificar os psicopatas, por exemplo, que é a Escala Hare PCL-R.

Criada pelo psicólogo canadense Robert Hare, em 1991, trata-se de um checklist de 20 itens, que englobam as principais características de um psicopata, como tendência a mentir e falta de culpa ou remorso. A avaliação, que só pode ser feita por psicólogos ou psiquiatras, também considera o histórico familiar e pessoal. O teste é uma grande arma contra a criminalidade, pois pode revelar, por exemplo, se um bandido tende a continuar praticando crimes ou se foi só um vacilo isolado.

De forma geral, todos os desvios de personalidade podem ser descobertos em avaliações com psicólogos e psiquiatras. Então, se desconfiar de algo, consulte o especialista!

Fonte: Superinteressante e Géledes

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