Os “super-humanos” de Stephen Hawking que vão destruir a Humanidade

Num livro póstumo editado semana passada, o físico inglês defende que num futuro próximo, os “ricos” vão modificar o DNA dos seus filhos para criarem uma raça superior de Humanos.

 

 

E se as classes sociais mais ricas começassem a manipular o DNA dos seus filhos, o que aconteceria? A pergunta pode parecer descabida mas para Stephen Hawking ela é a base de uma das suas últimas teorias, publicada no Sunday Times. Em seguida, falou-se dela no livro lançado na mesma semana.

A sugestão provocadora é o ponto de partida de um pensamento de Hawking que defende que uma nova raça de “super-humanos” poderá surgir. O cientista britânico apresentou a possibilidade ao afirmar que esta nova estirpe de humanos pudesse vir a destruir o resto da Humanidade. “Tenho a certeza que, ainda este século as pessoas vão descobrir como modificar elementos do DNA que remetem aos instintos e à inteligência da agressão, por exemplo”, escreveu Hawking. “É provável que sejam aprovadas leis contra a modificação genética em humanos, mas algumas pessoas não serão capazes de resistir à tentação de melhorar características humanas como a memória, a resistência a doenças e a duração de vida”, acrescentou.

O livro chamado “Big Answers to the Big Questions”, apresentada pelos filhos Lucy e Tim, mostra alguns dos últimos pensamentos do físico sobre o Universo. Lê-se então a possibilidade de serem os mais ricos, quem, muito em breve, poderão escolher a ‘maquiagem’ genética dos seus descendentes, optando por criar “super-humanos” com memória mais duradoura, maior resistência a doenças, maior inteligência e vida mais longa.

“Assim que esses ‘super-humanos’ aparecerem vão surgir significativos problemas políticos na sua relação com humanos ‘não-melhorados’, que não serão capazes de competir com eles”, escreveu o cientista. “Provavelmente, eles (humanos normais) vão acabar por morrer ou tornar-se irrelevantes. No seu lugar existirão estes seres auto-definidos que estarão num constante ciclo de auto-melhoramento.”

Esta teoria leva em consideração técnicas de edição de DNA como a Crispr-Cas9, cujo  intuito é modificar genes danificados, substituindo-os por outros saudáveis. O hospital pediátrico londrino Great Ormond Street já utilizou esta terapia para tratar crianças com leucemia.

Este tratamento usado pelo hospital britânico já levantou alguma polémica, nomeadamente em relação a se deveria ou não ser dada a oportunidade aos país a possibilidade de fazer estas alterações genéticas — que podem trazer consigo efeitos secundários imprevisíveis.

O astrónomo Lord Rees — amigo próximo de Stephen Hawking, famoso por muitas vezes discordar das suas teorias — falou da existência de bancos de esperma na Califórnia que vendem esperma de “elite”, proveniente de vencedores de Prémio Nobel, por exemplo, que tiveram de fechar por excesso de procura.

Uma mensagem póstuma do cientista, transmitida no lançamento do livro, ainda alerta que “a ciência e a educação estão ameaçadas no mundo”. Ele considerou que os tópicos  estavam “em perigo agora mais do que nunca”, mencionando a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos e a saída do Reino Unido da União Europeia como parte de uma “revolta global contra especialistas, incluindo cientistas”.

Na mensagem, Stephen Hawking voltou a estimular os jovens “a olharem para as estrelas e não para os pés”, assumindo que a ciência ainda necessita superar grandes desafios.

Nas palavras da filha, emocionada por escutar novamente a voz do pai, “Breves respostas a grandes perguntas” resume-se a “um apelo à unidade e à humanidade” para “encontrar soluções” para os desafios do mundo. Lucy Hawking contou que o pai, antes de morrer em março, se manifestava preocupado ao afirmar que “quando os desafios globais requerem uma maior união e cooperação” as pessoas assumem um pensamento “cada vez mais local, fragmentado e dividido”.

O livro, que foi concluído por colegas de Stephen Hawking e família, procura responder a questões como se existe Deus, como começou tudo, se pode-se prever o futuro ou o que há dentro de um buraco negro. Segundo a filha, o mais importante seria “responder às grandes perguntas de uma maneira acessível, divertida e relevante para todo o mundo”.

 

Fonte: O Observador | Live Science

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